Ministros do STF lamentam morte de Thomaz Bastos

Para o presidente da Corte, Ricardo Lewandowski, ex-ministro da Justiça 'enfrentou a missão à frente do Ministério com criatividade e eficiência'

Beatriz Bulla, O Estado de S. Paulo

20 de novembro de 2014 | 17h54

Brasília - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, lamentou a morte do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. "O ministro Márcio Thomaz Bastos foi advogado combativo e corajoso que enfrentou a missão à frente do Ministério da Justiça com criatividade e eficiência", afirmou Lewandowski, que na nota diz ter recebido "com pesar a notícia de seu falecimento" e externa votos de solidariedade à família do ex-ministro.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do STF, Dias Toffoli, divulgou nota de pesar. "O País perdeu hoje um grande brasileiro", disse Toffoli. "Deve-se destacar a vida de Márcio Thomaz Bastos como um dos maiores advogados de toda a História do Brasil, tendo presidido os conselhos estadual (SP) e federal da OAB, bem como a sua republicana gestão como ministro da Justiça entre 2003 e 2007", afirmou o presidente do TSE.

Mais cedo, ao chegar para a sessão plenária do Supremo Tribunal Federal nesta tarde, outros ministros também lamentaram a morte do ex-ministro da Justiça e advogado Márcio Thomaz Bastos. O ministro Marco Aurélio Mello disse que a "advocacia perde um líder" e apontou que Thomaz Bastos é um "exemplo de advogado". "Nós teremos que reverenciá-lo como um homem dedicado à defesa", afirmou o ministro nesta tarde.

O ministro Luís Roberto Barroso já havia emitido nota de pesar, mas ao chegar ao STF reforçou a manifestação dizendo que Márcio Thomaz Bastos "era um advogado do primeiro time, uma pessoa extremamente fidalga e benquista e sobretudo um notável ministro da Justiça". "Foi sério, íntegro e imparcial. Foi pessoalmente um dos grandes responsáveis pela reforma do Poder Judiciário", afirmou.

Em telegrama enviado à viúva de Thomaz Bastos, o ministro Gilmar Mendes destacou a contribuição do ex-ministro no "fortalecimento das instituições jurídicas nacionais". Na entrada da sessão do Supremo, que foi realizada normalmente nesta tarde, Gilmar disse ter convivido com o ex-ministro em várias situações e lembrou a atuação de Thomaz Bastos no processo do mensalão, como advogado do ex-dirigente do Banco Rural, José Roberto Salgado.

"Ele atuou em todos esses processos importantes e contribuiu no sentido da defesa das garantias processuais penais, que são básicas para a garantia do Estado de Direito", disse Gilmar Mendes. "Tenho dele a melhor memória, as melhores lembranças. É sem dúvida uma referência como profissional e como pessoa", completou.

O ministro Luiz Fux foi o primeiro a divulgar nota, pela manhã, dizendo que Thomaz Bastos "se destacou tanto na vida pública e privada pela sua competência singular, tendo intermediado com extrema sabedoria e felicidade conflitos na arena jurídica sem perder a sua grande característica de ser combativo defensor de seus constituintes".

Comunidade jurídica. O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa se manifestou, no twitter, pesar pela morte de Thomaz Bastos, chamando o ex-ministro de "um exemplar ministro da Justiça do Brasil e defensor criminal de primeira linha".

Também se manifestaram em nota o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o presidente do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

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