Ministros do STF apóiam decisão de Mendes no caso Dantas

Na volta do recesso, ministro mais antigo da Corte defende habeas-corpus de Mendes que soltou banqueiro

Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo

01 de agosto de 2008 | 15h03

Na primeira sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro mais antigo da Corte, Celso de Mello, fez um pronunciamento para defender a postura do presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, nas decisões que liberaram, por duas vezes, o sócio fundador do Opportunity, Daniel Dantas, preso pela Polícia Federal na Operação Satiagraha. Todos os ministros presentes - Eros Grau e Joaquim Barbosa estão ausentes - e o advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, fizeram questão de se associar à nota de desagravo. O vice-procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que se senta ao lado de Gilmar Mendes no plenário, foi o único a não se pronunciar.  "Eventos notórios que foram largamente divulgados no mês de julho pelos meios de comunicação social levam-me, ainda que isso seja desnecessário, a reafirmar publicamente o meu respeito pela forma digna e idônea com que Vossa Excelência, agindo com segura determinação, preservou a autoridade desta Suprema Corte e fez prevalecer, no regular exercício dos poderes processuais que o ordenamento legal lhe confere e sem qualquer espírito de emulação, decisões revestidas de densa fundamentação jurídica", afirmou logo no início da sessão.  Os procuradores da República foram os principais críticos às decisões de Gilmar Mendes de liberar Dantas e outros 22 investigados pela Polícia Federal. Um grupo de procuradores de São Paulo chegou, inclusive, a cogitar um pedido de impeachment do presidente do STF no Senado.

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