Ministros anunciam envio ao Congresso de medidas de combate à corrupção

O governo classificou como democráticas as manifestações deste domingo, 15, muito longe de golpismos, e anunciou o envio de medidas ao Congresso Nacional para combater a corrupção no País. Os ministros escalados pela presidente Dilma Rousseff para apresentar a visão do governo das manifestações de hoje, Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência, e José Eduardo Cardozo, da Justiça, fizeram um mea culpa sobre a necessidade de diálogo e defenderam esse caminho para aprovação das medidas de ajuste fiscal do governo e de mudanças no sistema política que impeçam no futuro a corrupção no País.

LISANDRA PARAGUASSU E ADRIANA FERNANDES, Estadão Conteúdo

15 de março de 2015 | 20h17

Apesar de reconhecer a legitimidade das manifestações que tomaram o País neste domingo, Rossetto fez questão de frisar, mais de uma vez, que elas foram tomadas por pessoas que não votaram em Dilma Rousseff. "Das manifestações majoritariamente participaram setores críticos que não votaram na presidente", afirmou. Segundo ele, manifestações contrárias são legítimas o que não é aceitável é o golpismo, a intolerância e o impeachment infundado. "A sociedade há de rejeitar essas manifestações contrárias à democracia", disse.

Os dois ministros falaram por quase uma hora e fizeram questão de repetir que o governo aceitou as manifestações e está aberto ao diálogo, mas negaram que o governo esteja fragilizado. "Quem foi eleito por quase 55 milhões de votos e tem claro compromisso com a democracia não passa por fragilização. Quem sabe conviver com manifestações contrárias não tem fragilização. Nossas instituições absorvem posições contrárias", afirmou Cardoso.

As medidas anunciadas pelo governo como resposta são o envio do pacote anticorrupção para o Congresso - que já havia sido anunciado ainda na campanha, mas não havia sido finalizado. Cardoso alega que as medidas precisaram ser trabalhadas e analisadas juridicamente, mas serão enviadas nos próximos dias, com menos de três meses do segundo mandato da presidente.

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