Ministro volta a defender construção de Angra 3

O ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, voltou a defender hoje a construção da usina nuclear de Angra 3 e disse acreditar que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) tome posição sobre a retomada ou não da usina em seis meses. O assunto é polêmico no governo e esbarra na resistência do Ministério do Meio Ambiente.Roberto Amaral lembrou que o País vive momento de crise financeira, mas disse que está em estudo proposta da Eletrobrás para que a usina seja concluída com ajuda de parceiros. ?Hoje, Estados Unidos, França e China estão retomando seus programas nucleares e construções de usinas. O que podemos oferecer é economicamente vantajoso?.Ele enumerou as vantagens que futuros parceiros terão: ?Garantimos o fornecimento de matéria prima ? o urânio enriquecido ?, Angra 3 está projetada, parte dos equipamentos já está no Brasil, a área industrial está preparada. E garantimos o consumo, porque a usina se destina a reforçar o Sudeste. É um negócio muito bom?, afirmou o ministro, que ressaltou no entanto que esta é uma ?decisão de Estado?.Roberto Amaral esteve hoje no Clube de Engenharia para o lançamento do Fórum Pró-Angra 3, que reúne 19 entidades que apoiam a construção da usina. Seiscentas pessoas participaram do evento, num auditório lotado.Durante o encontro, o relator do projeto de lei do Plano Plurianual, senador Roberto Saturnino Braga (PT), disse que haverá previsão no orçamento de 2004-2007 para a conclusão de Angra 3, mas não garante que a verba será usada para esse fim. ?A mesma certeza que eu tenho de que a verba estará prevista no orçamento, eu tenho de que ela será contingenciada. É uma tentação transformá-la em superávit fiscal?.Roberto Amaral discordou de Saturnino Braga. ?O orçamento de 2004 não será contingenciado. Nada do que se pode falar do orçamento de 2003 pode ser projetado para o ano que vem porque esse orçamento foi inflado em R$ 14 bilhões. Era falso, artificial. Estamos trabalhando com calma e com seriedade?, garantiu. O ministro referiu-se à usina como um ?fator de desenvolvimento e de segurança para a indústria fluminense e do sudeste?.

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