Ministro usa evento para defender CPMF

Temporão adverte que, sem arrecadação, projetos ficam em suspenso

Lígia Formenti, O Estadao de S.Paulo

06 de dezembro de 2007 | 00h00

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, aproveitou o lançamento do PAC de sua pasta para engrossar o coro pró-CPMF. "Sem recurso fica tudo em suspenso. Vamos ter de procurar uma outra fonte de financiamento", disse. A estratégia do governo é simples: mostrar o quanto pode ser feito e o quanto a população perderá, caso a emenda não seja aprovada. O plano anunciado ontem, no entanto, é feito sobretudo de dinheiro previsto. Dos R$ 88,6 bilhões planejados para a ação, R$ 64, 6 bilhões já constam no Plano Plurianual (PPA). O restante virá da CPMF, se o imposto for aprovado.O PAC fixa uma estratégia para os próximos quatro anos. O plano mescla uma série de projetos antigos com algumas idéias novas. Temporão gosta de dizer que o que muda principalmente é a forma de conduzir as ações: com foco nas prioridades e integração dos serviços. A política "Brasileirinhos Saudáveis" seria um exemplo dessa junção. A proposta prevê acompanhamento integral da gestante, parto com médico e hospital previamente definidos e acompanhamento da criança até os 6 anos. A proposta é de que o programa esteja em vigor em mil municípios até 2011.Temporão afirmou que o plano se propõe a enfrentar grandes desafios e irritou-se quando questionado se o PAC resolverá problemas básicos, como falta de lençóis nos hospitais. "Isso é incompetência do gestor.Não é falta de dinheiro, é desorganização", reagiu. Um dos pilares mais inovadores é o que trata a saúde como um investimento e um bom negócio. Para isso, está prevista a ampliação da produção de remédios e vacinas em laboratórios oficiais. O SUS deverá dar preferência para produtos fabricados no País. Há, também, um empenho para incentivar pesquisas nacionais.No quesito atendimento de saúde, há previsão de uma série de investimentos. Para regiões onde há escassez de profissionais de saúde será criada a Força Nacional de Emergência, com 2 mil médicos, mil enfermeiros e mil dentistas.

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