Ministro tenta explicar situação do Judiciário

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Paulo Costa Leite, atribuiu, na noite de ontem, ao Executivo e Legislativo a responsabilidade pelas dificuldades enfrentadas pelo Judiciário. "É preciso lembrar a excessiva litigiosidade da administração pública em todos os seus níveis e as seqüelas de planos econômicos fracassados, tudo abarrotando de processos os juízos e tribunais", protestou. Foi o segundo dia consecutivo de ataques ao governo. Na quarta-feira, ele criticou o Executivo por abusar da edição de medidas provisórias (MPs). Leite também cobrou agilidade do Poder Legislativo para resolver questões como o anacronismo das leis processuais. O presidente do STJ disse que "já está passando da hora de tornar concreto o sonho da Justiça acessível, democrática, sem exclusões, efetiva, rápida, qualificada e constituída de juízes irrepreensíveis tanto intelectual como moralmente". Além de Leite, o presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1.ª Região (Brasília), Fernando Tourinho Neto, criticou o governo. Ele atacou o "legislador solitário, protótipo de regimes ditatorias", ao se referir às constantes edições de MPs. O juiz também criticou a lógica dos governantes que "se preocupam com a prisão especial, mas não se preocupam com as prisões masmorras, infectas, insalubres, apinhadas de presos".

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