Antonio Cruz/Agência Brasil
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Moro desativa celular após ser alvo de ataque virtual

Ministro percebe que aparelho havia sido invadido ao receber telefonema do seu próprio número

Renato Onofre, O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2019 | 18h02
Atualizado 06 de junho de 2019 | 10h29

BRASÍLIA –  O celular pessoal do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, foi alvo de um ataque virtual na noite de anteontem. O ministro cancelou a linha, que usava desde o início da Operação Lava Jato, quando ainda era juiz federal em Curitiba, e determinou à Polícia Federal a abertura de investigações.

Segundo apurou o Estado, o celular do ministro foi invadido por volta das 18h de terça-feira. Ele só percebeu após receber um telefonema do seu próprio número. Ao atender, a ligação ficou muda. O ex-juiz, então, acionou investigadores da Polícia Federal que ficam a sua disposição, informando da suspeita de clonagem. O último acesso de Moro ao aparelho foi registrado no WhatsApp às 18h23 daquele dia.

De acordo com pessoas próximas ao ministro, o autor da invasão enviou mensagens usando o número. O conteúdo do que foi enviado não foi divulgado.

Não é a primeira vez que aparelhos de autoridades são alvo de ataques de criminosos virtuais. No mês passado, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot teve o aparelho pessoal acessado ilegalmente e suas senhas bancárias e de redes sociais capturadas por hackers. 

Depois disso, a atual procuradora-geral, Raquel Dodge, determinou a abertura de um procedimento administrativo para acompanhar a apuração de tentativas de ataques cibernéticos a procuradores do Ministério Público Federal, sobretudo os que integram as equipes da Lava Jato no Rio e no Paraná. 

“Em parte dos casos em que foi verificada a tentativa de ataque, os usuários receberam ligações do seu próprio número, o que à primeira vista parece impossível, algo que estaria sendo viabilizado por meio de aplicativos específicos”, afirmou a Procuradoria em nota na época. A investigação sobre a invasão ao aparelho de Moro está em sigilo.

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