Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Barroso telefonou para delegado da PF responsável por inquérito contra Temer

Luís Roberto Barroso, ministro do STF, relata que delegado federal Cleyber Malta Lopes citou pendências e garantiu que não divulgou informações sigilosas da investigação

Breno Pires, O Estado de S.Paulo

25 Fevereiro 2018 | 20h03

Brasília - Relator de inquérito que investiga o presidente Michel Temer no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luís Roberto Barroso telefonou neste domingo, 25, para o delegado federal Cleyber Malta Lopes, responsável pelo caso na Polícia Federal. Barroso afirmou que ouviu do delegado o relato de "algumas pendências" na investigação e a afirmação de que ele não divulgou informações sigilosas da investigação.

 

++ STF quebrou sigilo de investigados em inquérito contra Temer, diz PGR

"Neste domingo, dia 25.02.2018, entrei em contato com o Dr. Cleyber Malta Lopes, Delegado encarregado do Inquérito nº 4621. Após me relatar algumas pendências, assegurou-me S. Sa. (sua senhoria) que nenhuma informação relativa a aspectos sigilosos do inquérito foi por ele divulgada a quem quer que seja e que conduz a apuração com toda a diligência e discrição que o caso impõe", disse Barroso. "Para registro, deixo este fato consignado nos autos", encerrou.

O "Inquérito dos Portos" apura se o presidente Michel Temer editou um decreto para beneficiar empresas do setor portuário. Além do presidente, são investigados, no Inquérito dos Portos, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor de Temer e ex-deputado federal, e Antônio Celso Grecco e Ricardo Conrado Mesquita, respectivamente, dono e diretor da Rodrimar. Todos negam irregularidades.

Quebra 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou, por meio da assessoria de imprensa, que o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou no dia 15 de dezembro a quebra de sigilo bancário e fiscal de investigados - pessoas físicas e jurídicas - no inquérito.

A PGR afirma ter feito os pedidos "por iniciativa própria" no dia 12 de dezembro e ter obtido a autorização integral do relator do inquérito, Luís Roberto Barroso, três dias depois. O órgão não informou o nome dos alvos das medidas solicitadas porque a investigação se encontra sob sigilo.

A PGR não esclareceu se Michel Temer foi um dos alvos do pedido de quebra de sigilo. O Estado apurou que a Polícia Federal havia solicitado, entre essas medidas, a quebra de sigilo do presidente Michel Temer. Mas cabe à PGR pedir ao Supremo, e não à PF, uma medida como essa. 

 

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