Ministro quer investigação sobre venda de lotes em assentamentos

O ministro-interino do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, determinou hoje que a Ouvidoria Agrária Nacional e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) investiguem a venda de lotes em assentamentos da reforma agrária em Mato Grosso do Sul. A irregularidade foi denunciada em reportagem do Estado e constitui crime de estelionato. A investigação tem prazo de dez dias para ser concluída. Cassel informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o ministério vai esperar o resultado da apuração para só então se pronunciar sobre o caso. O ministro Miguel Rossetto está na Itália, onde mantém encontros com representantes do Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura, da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Liga das Cooperativas Italianas. Rossetto voltará ao Brasil na quinta-feira. A reportagem mostrou que no Assentamento Fortuna, um dos 110 espalhados por Mato Grosso do Sul, lotes da reforma agrária com 20 hectares e nenhuma benfeitoria podem ser comprados por até R$ 25 mil. Nos quatro assentamentos na região de Corumbá, no Pantanal, glebas são vendidas por R$ 5 mil a R$ 15 mil. De acordo com a reportagem, a irregularidade também ocorre nos municípios de Nova Andradina, Sidrolândia, Maracaju e Nioaque. Como esse tipo de negociação é irregular, quem adquire área assim tem de devolvê-la. É o que ocorreu com 320 glebas já retomadas pela Procuradoria do Incra no Estado. O instituto aproveitou os lotes para assentar novas famílias.

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