Ministro prevê fim da greve do INSS

A greve do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) está perto de chegar ao fim, na avaliação do ministro da Previdência e Assistência Social, Roberto Brant.Enquanto durar a negociação com o comando da greve, o governo não contratará servidores para ocupar os postos dos funcionários parados há 105 dias.?A contratação temporária só tem sentido se a greve se estender?, disse, nesta segunda-feira, o ministro.O edital para o recrutamento temporário de funcionários seria publicado, nesta segunda, no Diário Oficial, mas foi adiado para quarta-feira, porque ainda faltavam algumas informações técnicas.Caso a greve não termine em 48 horas, segundo o ministro, serão contratados aproximadamente 500 servidores. Além disso, ocupantes de cargo de confiança que aderiram à paralisação serão exonerados.?A disposição é demitir, mas todos serão ouvidos antes?, informou Brant, acrescentando que esse tipo de profissional não poderia entrar em greve.De acordo com o secretário da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social (CNTSS), Vladimir Nepomuceno, é cedo para confirmar o fim da greve.Isso porque o governo não aceitou a proposta do comando de greve, no caso 80% de gratificação fixa e 20% de variável.De qualquer forma, Brant prometeu apresentar a proposta para a Presidência da República, por meio da Casa Civil. ?Vamos estudar a questão da gratificação novamente, mas é claro que o governo não vai concordar com tudo?, deixou claro o ministro.Os servidores do INSS entraram em greve no dia 8 de agosto. Até agora, cerca de 1 milhão de atendimentos deixaram de ser realizados. Aproximadamente, 95% dos servidores estão de braços cruzados. No entanto, segundo a Previdência, até o meio dia desta segunda 400 profissionais do INSS tinham voltado ao trabalho.A categoria reivindica a abertura de concurso público por meio do Regime Jurídico Único, reposição das perdas salariais de 75,48%, além da manutenção e extensão de uma gratificação fixa para todos os servidores de 47,11%.A questão da gratificação é hoje o principal entrave nas negociações entre o comando e o Executivo, que não abre mão de conceder ao INSS uma gratificação variável, dependendo do desempenho de cada servidor.Pela proposta do governo, a gratificação varia de 0 a 100 pontos e permite ao trabalhador um acréscimo de até R$ 645,00 no salário.Segundo o projeto que será apresentado ao Congresso Nacional, os aposentados e pensionistas terão direito a apenas 10 pontos fixos.O comando de greve pede 80 pontos. ?Os aposentados também precisam ser contemplados?, disse Nepomuceno. As negociações com o ministro e o comando de greve continuam, nesta terça-feira, no Ministério da Previdência.

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