Ministro pede que brasileiros confrontem 'setores obscuros'

Em evento em Minas, Patrus Ananias também convoca população a defender 'conquistas' das gestões petistas

GUILHERME FARIA , ESPECIAL PARA O ESTADO , MARIANA (MG) , O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2015 | 02h03

O Ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, afirmou ontem que os brasileiros devem confrontar "os setores obscuros" do Brasil, durante a cerimônia do Dia de Minas Gerais, em Mariana. Orador do evento que homenageou políticos e outras autoridades, Patrus ainda convocou a população a defender os avanços conquistados pelos governos do PT.

"Temos que confrontar, pelas vias democráticas, aqueles que insistem em não acreditar na capacidade do povo brasileiro", afirmou o ministro. Segundo Patrus, "setores obscuros da sociedade" não respeitam os processos democráticos e ignoram princípios como direito à defesa, presunção de inocência e "mecanismos legislativos".

Ex-deputado federal e ex-prefeito de Belo Horizonte, Patrus ainda disse que é papel dos jovens defender a Constituição e garantir os avanços sociais conquistados nos mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff.

Homenagem. Comandado pelo governador Fernando Pimentel (PT), o ato homenageou 50 personalidades com a Medalha do Dia de Minas Gerais, concedida pelo governo estadual e pela prefeitura de Mariana. Além de Patrus, o vice-governador do Estado, Antônio Andrade (PMDB), o presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes (PMDB) e quatro secretários de Estado foram homenageados.

Em seu pronunciamento, Pimentel voltou a criticar as gestões de Aécio Neves e Antonio Anastasia, que antecederam a do petista. "Pegamos a casa desarrumada, com situação financeira calamitosa. Após seis meses e uma mudança radical de atitude, tomamos postura de governo", disse o petista, que repetiu o discurso da campanha eleitoral.

"Estamos fazendo uma mudança radical de atitude, estamos tomando postura de governo", afirmou. "Minas não tem dono, nem rei e nem imperador."

O governador e o ministro evitaram a imprensa no evento.

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