Ministro Patrus assina convênios que favorecem petistas

O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, anunciou ontem, durante inauguração de um restaurante popular na capital mineira, a assinatura de mais de cem convênios com governos estaduais e municipais, que somam aproximadamente R$ 42 milhões. Somente para a construção de restaurantes populares foram firmados 27 convênios no valor total de R$ 16,536 milhões, beneficiando 23 prefeituras brasileiras, sendo 14 administradas pelo PT. De acordo com o Ministério, os convênios foram firmados anteontem, último dia do prazo permitido pela legislação eleitoral, e assinados pela secretária-executiva da pasta, Ana Fonseca. EstimativaO convênio assinado com a prefeitura de Belém, comandada pelo petista Edmilson Rodrigues, prevê o maior investimento federal (R$ 1,705 milhão). A prefeitura de Boa Vista, contudo, receberá dois repasses no valor de R$ 1,616 milhão cada. São Paulo firmou dois convênios, nos valores de R$ 312,410 mil e R$ 192,568 mil para a construção de duas unidades. Pela estimativa do Ministério, os restaurantes vão beneficiar um total de mais de 30 mil pessoas nas 23 cidades. Falando após a solenidade em Belo Horizonte, Patrus negou que tenha havido privilégio às prefeituras petistas. "Nós operamos parcerias com todos os governadores, prefeitos, mandamos cartas, propomos convênios sem nenhuma discriminação político-partidária", disse. Campanha - Cercado do núcleo petista de Belo Horizonte, o ministro discursou ao lado do prefeito Fernando Pimentel (PT), que tenta a reeleição. O clima de campanha eleitoral contaminou o evento. Cerca de duas mil pessoas, segundo a PM. A fila dos que esperavam para almoçar dobrava o quarteirão. O governo federal investiu R$ 918 mil para a construção da nova unidade, na região hospitalar da cidade. Os sindicatos dos médicos e odontólogos de Minas Gerais levaram uma faixa para o local, saudando de forma irônica o prefeito: "Com o salário de fome que você nos paga, nós médicos e dentistas também, entraremos na fila?.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.