Ministro nega prorrogação para livro didático

O ministro da Educação e Cultura, Paulo Renato Souza, afirmou que não é possível a dilatação do prazo para entrega dos livros didáticos prevista no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) de 110 para 140 dias, pleiteada pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abrigaf). A entidade alega que o prazo estabelecido comprometerá a meta de produção dos livros, por causa do racionamento de energia elétrica. "Não posso dilatar o prazo porque isto atrasará a entrega dos livros aos alunos no próximo ano", diz Souza, acrescentando que já marcou uma reunião com o chefe do comitê de gestão da crise energética, ministro Pedro Parente, para tentar flexibilizar as metas de economia do setor. Este ano, está prevista a entrega de 100 milhões de exemplares no âmbito do PNLD. A respeito da extensão da imunidade tributária ao caderno escolar, outro pedido da Abigraf, o ministro afirmou que amanhã estará entrando em contato com o Congresso para ver o que é possível fazer. Também irá conversar com o Ministério da Fazenda, que deverá avaliar a situação. O presidente regional da Abigraf em São Paulo, Alfried Plöger, disse que o estabelecimento de cotas menores de redução do consumo de energia representa uma solução viável para o caso. Segundo ele, por causa da crise de energia, o setor tem feito cortes nas horas extras de trabalhadores para evitar demissões. Se não houver solução para a crise, segundo o presidente da Abigraf, o setor terá de importar serviços de impressão em torno de US$ 70 milhões para atender o prazo do MEC e haverá queda na qualidade.

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