Ministro nega interferência do governo em decisão do Copom

Para Gilberto Carvalho, críticas à redução da Selic subestimam o papel do BC no avanço da economia nos últimos anos; apesar disso, ministro admite que o Planalto gostou da decisão

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

01 Setembro 2011 | 14h12

BRASÍLIA - O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse nesta quinta-feira, 1º, que as críticas à redução da Selic e a acusação de suposta interferência do governo na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) subestimam o papel do Banco Central (BC). Para Carvalho, a decisão do banco teve como base o cenário de crise internacional e as medidas adotadas pelo governo, como a elevação do superávit primário neste ano.

"Acho estranho que quando o Banco Central eleva os juros, nunca se fala em interferência do Palácio do Planalto. Então, essa crítica, agora, subestima o papel do Banco Central nos últimos anos. O que o Banco Central fez foi uma análise da crise internacional e uma observação das medidas do governo, como essa última relativa ao superávit", afirmou.

Apesar de negar a interferência, Carvalho admite que o governo gostou da decisão do BC. "O governo vê com bons olhos porque isso pode ajudar a retomada da economia, em um momento crítico", disse. Ele negou que o aumento do superávit primário, anunciado esta semana pelo governo, seja contraditório com a proposta de orçamento de 2012, que prevê um superávit menor. Segundo Carvalho, foi possível aumentar o esforço fiscal este ano porque a arrecadação está acima do previsto e o mesmo poderá ser feito em relação a 2012.

 

 

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