Ministro nega atuação de sanguessugas nas Comunicações

Ao negar que a chamada máfia das sanguessugas - ou máfia das ambulâncias - atuasse também no seu Ministério, e não apenas no Ministério da Saúde, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou que a Controladoria Geral da União (CGU) cedeu um auditor que acompanha rigorosamente cada processo de criação de Telecentros Móveis, no âmbito do programa de inclusão digital, do governo federal. É no processo de criação desses telecentros, instalados em ônibus, que teria havido irregularidades, segundo indícios mencionados ontem pelo vice-presidente da CPI Mista das Sanguessugas, deputado Raul Jungmann (PPS-PE). O ministro das Comunicações acrescentou que pedirá a seus assessores relatórios com os dados da execução do programa de inclusão digital em anos anteriores.Costa relatou que, quando chegou ao ministério, em julho do ano passado, teve de cancelar "dezenas" de Telecentros que estavam em vias de serem instalados, porque não estavam com a documentação completa. Esses cancelamentos, disse, equivalem a cerca de R$ 15 milhões que seriam repassados para a construção das unidades. "Quando cheguei, cancelei dezenas de Telecentros que estavam a caminho, pois eles não estavam com os procedimentos administrativos corretos", afirmou.Antecessor de Costa no ministério, o deputado cearense Eunício Oliveira - peemedebista como o ministro -, disse que "é normal" cancelar empenhos para convênios desse tipo quando, por exemplo, a prefeitura que vai participar deixa de entregar algum documento. "Uma coisa é falar em irregularidade, mas o cancelamento de um empenho por falta de documentos, por problemas administrativos, é normal", afirmou o deputado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.