Ministro Múcio não descarta volta de Paulo Lacerda à Abin

Lacerda foi afastado temporariamente por Lula na segunda até a conclusão das investigações sobre grampos

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado

02 de setembro de 2008 | 14h54

O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, afirmou que o afastamento da direção da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), determinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, foi adotado para que fosse evitado qualquer tipo de eventual pressão para a investigação da responsabilidade pelo grampo telefônico de conversa do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, denunciado pela revista Veja. "O afastamento da diretoria da Abin mostra que o governo está muito interessado em apurar os fatos com grande rigor".  Veja Também:Secretário é o novo responsável temporário pela AbinEntenda as acusações de envolvimento da Abin com gramposSupremo quer que Lula esclareça grampos da Abin, diz MendesAbin diz que abrirá sindicância para apurar grampos 'Lula terá que tomar providências', diz Garibaldi Grampeado, Demóstenes exige medidas de Lula  O ministro afirmou que, após a apuração dos fatos relativos ao grampo telefônico, o diretor da Abin, Paulo Lacerda, poderá voltar ao cargo. "Já houve precedente de que outros servidores afastados que retornaram às suas funções depois que os fatos foram devidamente investigados. O afastamento não determina o julgamento de ninguém."

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