Ministro lamenta expulsão de pastores brasileiros da Zâmbia

O Ministério das Relações Exteriores lamentou, em nota oficial divulgada nesta quarta à noite, a expulsão dos pastores Carlos Barcelos e Jamil Craveiros pelo governo de Zâmbia e afirmou que a medida é inconstitucional e contra decisão tomada em janeiro pela Suprema Corte do país. A nota do Itamaraty informa que as famílias dos dois pastores receberam ordem para deixar Zâmbia em uma semana a contar do dia 12."O Ministério das Relações Exteriores lamenta este grave incidente, que afetou um grupo de cidadãos brasileiros que vivia em Lusaca, dedicado a seus afazeres como missionários - trabalho que não interfere com a lei e a ordem pública da Zâmbia, cuja Constituição, em seu artigo 19, garante plenamente a liberdade de culto", diz o texto do Itamaraty.Acrescenta que, de acordo com a Constituição, a Suprema Corte de Zâmbia decidiu, em janeiro, num processo envolvendo a Igreja Universal, que a presença e o trabalho missionário dos pastores dessa crença no país "eram perfeitamente legais". No entender das autoridades diplomáticas brasileiras, "a expulsão não se coaduna" com a decisão da Suprema Corte.O Itamaraty diz ter sido informado no dia 12 deste mês de que Barcelos e Craveiros "haviam sido deportados para a África do Sul, de onde retornaram ao Brasil na mesma data" e que "suas famílias receberam ordem para deixar o país no prazo de uma semana."A nota conclui: "Ao manifestar sua preocupação com o ocorrido, o Ministério das Relações Exteriores reitera seu propósito de continuar a prestar assistência consular aos cidadãos brasileiros, sob qualquer circunstância e onde quer que estejam."

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