Ministro interino da Transparência diz que 'aguarda decisão' de Temer

Carlos Higino, que ocupou comando da CGU durante o governo Dilma já havia pedido demissão quando Fabiano Silveira assumiu; sua exoneração, entretanto, ainda não foi publicada.

Carla Araújo , O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2016 | 12h39

BRASÍLIA - O ex-ministro do governo da presidente afastada Dilma Rousseff, Carlos Higino, que foi alçado nesta terça-feira, 31, interinamente ao posto de ministro da Transparência, Fiscalização e Controle no lugar do demissionário Fabiano Silveira disse ao Broadcast Político, seviço de informações em tempo real da Agência Estado, que "aguarda uma decisão do presidente Michel Temer" para saber se continua no cargo. "Com a saída de Fabiano assumo automaticamente, mas agora a decisão é do presidente", disse Higino, que afirmou não ter conversado com Temer.

Higino, que ocupou interinamente o comando da Controladoria-Geral da União (CGU) durante o governo Dilma já havia entregado carta de demissão quando Fabiano Silveira assumiu, no entanto, a sua exoneração não tinha sido publicada.

Na segunda, 30, após o desgaste com a saída de Silveira, a informação de fontes do Planalto era de Higino assumiria num primeiro momento e que depois o secretário interino da pasta, Marcio Tancredi, deveria ser nomeado para o posto, também interinamente, até uma definição oficial por parte do presidente em exercício, Michel Temer. Procurado, Tancredi disse ainda não saber se seria nomeado interinamente ou não. 

Fora do governo. Silveira pediu demissão do cargo na segunda, após ter áudios de conversas com ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado divulgados no domingo, 29 pelo Fantástico, da TV Globo. Nas conversas, ocorridas há cerca de três meses, quando Silveira ainda era do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ele aconselha Machado e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre como deveriam agir em relação às investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. 

O agora ex-ministro enviou uma carta de demissão e telefonou para o presidente em exercício Michel Temer para oficializar o seu pedido para deixar do cargo. Temer, que até então vinha afirmando que o manteria na pasta, acatou o pedido. Na carta, ele diz ter sido alvo de "especulações insólitas".

 

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