Ministro inaugura Disque Saúde da Mulher

A vendedora Wesleny Castro Barbosa Silva estreou nesta terça-feira o serviço de informações de saúde voltado para a população feminina, o Disque Saúde da Mulher (0800-6440803). Aos 26 anos, moradora de Goiânia, Wesleny queria informações sobre o tratamento e a gravidade de infecção pelo HPV, um vírus que, se não tratado, pode provocar o câncer de colo de útero. "Não sabia quase nada sobre o assunto. Uma amiga minha teve o diagnóstico da doença, vi o número e resolvi ligar", contou. "Vou telefonar sempre, é como ter um médico por perto, para tirar algumas dúvidas simples", afirmou, depois do telefonema. Durante a ligação, o ministro da Saúde, Humberto Costa, falou com a vendedora: "Diga para suas amigas sobre esse serviço", pediu. Em seguida, falou a secretária de Políticas para as Mulheres, Emília Fernandes. O serviço, um desdobramento do Disque Saúde, foi desenvolvido por uma parceria entre o ministério e a Secretaria de Políticas para as Mulheres. Das 8 às 18 horas, 20 atendentes estarão disponíveis para esclarecer dúvidas de saúde, indicar postos de atendimento ou de reclamações. As operadoras foram treinadas também para dar informações básicas sobre planejamento familiar, prevenção de câncer e doenças sexualmente transmissíveis. A central tem capacidade de atender até 2.500 chamadas diárias. Lembrando que muitas mulheres ainda morrem na porta de hospitais por falta de atendimento, Emília observou que o novo serviço é fundamental para conscientizar a população feminina. "Tanto sobre a necessidade de prevenção e tratamento das doenças como para evitar e denunciar os diversos tipos de violência" afirmou. No Disque Saúde, é esse o assunto campeão de telefonemas das mulheres, seguido por câncer, drogas e diabete. Para atender dúvidas sobre a violência, as atendentes terão uma relação sobre os postos de atendimento e de aconselhamento. Emília, no entanto, reconhece que a estrutura existente para o atendimento da mulher vítima de violência é precária. Em todo o País, há apenas 82 casas de abrigo para mulheres que precisam sair de casa para fugir dos agressores. Emília, porém, afirma que no momento a maior preocupação é melhorar a qualidade da estrutura já existente. Ela adiantou que os contratos devem ser revistos para que as casas não sirvam apenas como um albergue. "É preciso que elas consigam sair dos abrigos com a cidadania renovada." A idéia é de que, depois do Disque Saúde da Mulher, um novo serviço de atendimento telefônico seja feito para dar todo tipo de orientações ao público feminino. Esse serviço, o Disque Mulher, ainda não tem data prevista para inauguração.

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