Ministro Gilmar Mendes diz que limitação de gastos das campanhas foi positiva

Repetição das mesmas normas para 2018 depende do Congresso, mas Ministro afirma que o resultado foi satisfatório

Thaís Barcellos, O Estado de S.Paulo

30 Outubro 2016 | 11h30

São Paulo - O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, disse que o encurtamento da campanha eleitoral e a limitação de gastos foram medidas positivas neste pleito municipal. Segundo Mendes, "as campanhas foram mais limpas e fluíram de forma mais modesta". Com as novas regras da minirreforma eleitoral, que começou a valer neste pleito, o tempo de campanha passou de 90 para 45 dias e o financiamento por pessoas jurídicas foi proibida. Os gastos de campanha estão limitados a doações de pessoas físicas e ao fundo partidário. O ministro deu as declarações em entrevista coletiva no Rio de Janeiro, após acompanhar o início da votação na cidade.

Gilmar Mendes disse ainda que a definição sobre a possibilidade desse modelo de financiamento ser replicável e adequado para as eleições de 2018 depende do Congresso e da votação de uma nova reforma política. Mas ele reforçou que o balanço nas eleições municipais é positivo.

Sobre o encurtamento da campanha, o ministro comentou que gerou problemas com o registro dos candidatos. Segundo ele, muitas ações contra as candidaturas ainda não chegaram ao TSE e nem foram votadas nos tribunas regionais. 

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