Ministro garante verba para controle do câncer da mama

Ao lançar o Consenso de Mama, documento que estabelece as novas estratégias para prevenção e detecção precoce do câncer de mama no país, o ministro da Saúde, Humberto Mota, admitiu hoje que as brasileiras não têm acesso integral aos serviços públicos de saúde, nem mesmo ao atendimento básico. Ainda assim, garantiu que há verba para realizar as mudanças anunciadas na política de controle da neoplasia mamária e acrescentou que os mais de 1.700 mamógrafos em uso no SUS são suficientes para atender a demanda.?Até o acesso ao atendimento básico é algo que não existe. Mas essa política resolveu tirar debaixo do tapete um tema da mais absoluta relevância, que é a mortalidade materna. Ao invés de ignorarmos esse assunto, para não termos que lidar com as dificuldades, resolvermos trazê-lo à baila?, disse o ministro, no Instituto Nacional de Câncer (Inca), no centro. No ano passado, o câncer de mama vitimou 9 mil pessoas.A principal mudança do consenso se refere ao auto-exame de mama, que até hoje era a principal medida preventiva da doença. Pesquisas apontaram que ele é insuficiente para detectar, precocemente, os tumores e, por isso, deve ser associado ao exame clínico. Mulheres de 40 anos ou mais devem, anualmente, procurar um profissional de saúde para fazer o toque. Para quem tem entre 50 e 69 anos, a orientação é fazer uma mamografia a cada dois anos. A vigilância deve ser reforçada para quem se enquadra no grupo de risco, por exemplo, quem possui histórico familiar de câncer de mama em pelo menos um parente: mamografias e exames clínicos anuais, a partir dos 35 anos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.