Ministro garante que não fraudou a Sudene

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra defendeu-se hoje das denúncias de irregularidades no uso de recursos da Sudene, extinta na semana passada, por uma empresa da qual ele havia sido sócio. As denúncias foram publicadas pela revista Veja, na edição que chegou às bancas hoje. O ministro disse que telefonou hoje ao presidente Fernando Henrique Cardoso para explicar-se. "Eu lhe disse que ficasse tranqüilo porque na segunda-feira eu vou reunir os documentos referentes à minha participação na empresa e provar que não houve nada de errado", garante. "Não cometi crime. Sempre fui um empresário sério e vou provar isso."De acordo com a revista, Bezerra foi sócio da Metais do Seridó S/A conhecida como Metasa, no período de 1989 a 1998. Neste período, a empresa teria obtido financiamento da Sudene de R$ 6,67 milhões e não teria aplicado os recursos na produção de 400 toneladas de ferro por ano nem criado os empregos previstos.Questionado pela jornal Agência Estado sobre as denúncias, Bezerra não deu detalhes, alegando que não tinha documentação da empresa em mãos, mas que poderia fazê-lo na segunda-feira. O ministro disse que a matéria da revista foi inspirada em denúncias do Jornal de Natal, um semanário, que estaria "tentando extorquí-lo".

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