Ministro e deputado batem boca em reunião para detalhar cortes

Na discussão com Rogério Rosso (PSD-DF), Joaquim Levy (Fazenda) culpou o Congresso pelo rebaixamento do Brasil por agencia 

Daniel Carvalho, O Estado de S. Paulo

15 de setembro de 2015 | 13h58

Brasília - A reunião entre a presidente Dilma Rousseff e os líderes da base aliada na Câmara na manhã desta terça-feira, 15, no Palácio do Planto, realizada para explicar os cortes anunciados na véspera, teve momentos de tensão, marcados por discussão entre o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o líder do PSD, Rogério Rosso (DF). 

De acordo com relato de participantes, Rosso sugeriu que o ministro "fosse mais em chão de fábrica" e também que ele estimulasse mais a produção. Ainda de acordo com participantes, Rosso disse que a política econômica de Levy não está funcionando. O ministro reagiu, segundo o Estado apurou, afirmando que a agência de classificação de risco Standard & Poor's tirou o grau de investimento do Brasil por causa do Congresso. 

Um deputado que estava presente ao encontro contou que o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, precisou intervir para aliviar o clima tenso. A presidente Dilma já havia deixado a reunião quando houve a discussão. Ela saiu da conversa antes do final para participar de cerimônia do Prêmio Jovem Cientista, no Planalto.

Críticas. Os líderes da base governista fizeram críticas ao programa de corte de despesas e aumento de receitas anunciado nesta segunda pelo governo. Eles relataram dificuldade para que a nova CPMF seja aprovada no Legislativo. Houve também reclamações quanto à obrigatoriamente da destinação das emendas parlamentares à saúde e a obras do PAC. 

Uma nova reunião entre a presidente e a base aliada na Câmara foi marcada para esta quinta-feira. 

A presidente afirmou durante o encontro que até quarta-feira da próxima semana, dia 23, anunciará as mudanças nos ministérios dentro da reforma administrativa.

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