Jake Spring/Reuters
Jake Spring/Reuters

Ministro do Turismo usou laranjas para desviar recursos eleitorais, diz jornal; ele nega

Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG), que foi presidente do partido em Minas, teria desviado recursos eleitorais para beneficiar empresas ligadas a seu gabinete na Câmara dos Deputados

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de fevereiro de 2019 | 13h50

O ex-deputado federal e ministro do Turismo do governo Jair BolsonaroMarcelo Álvaro Antônio (PSL-MG), teria participado de um esquema de candidaturas laranjas em Minas Gerais para desviar recursos eleitorais e beneficiar empresas ligadas a seu gabinete na Câmara, informa o jornal Folha de S. Paulo. Ele nega as acusações.

De acordo com a reportagem, quatro candidatas do PSL receberam R$ 279 mil do comando nacional do partido de Bolsonaro para suas campanhas. Elas ficaram entre as 20 candidaturas do partido que mais receberam recursos no País. Contudo, a baixa votação recebida por elas - menos de mil votos cada uma - indica a possibilidade de que tenham sido de fachada. 

Do montante recebido, R$ 85 mil foram usados para contratar serviços de quatro empresas de assessores, parentes ou sócios de assessores do atual ministro, diz a publicação. No Twitter, Álvaro atacou a reportagem e disse que o jornal tenta desestabilizar o governo.

"Hoje, sou o alvo de uma matéria que deturpa os fatos e traz denúncias vazias sobre nossa campanha em Minas Gerais. A distribuição do Fundo Partidário do PSL cumpriu rigorosamente o que determina a lei", escreveu o ministro, que ainda argumentou que as contratações feitas na sua campanha para a Câmara Federal "foram aprovadas pela justiça eleitoral".

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