Ministro do Trabalho é vaiado em congresso da CUT

O ministro do Trabalho, Jaques Wagner, foi vaiado ao ser anunciado para discursar no 8º Congresso Nacional da Central Única dos Trabalhadores. As vaias irritaram o atual presidente da central, João Felicio, que saiu em defesa do ministro, lembrando que ele era dirigente sindical na Bahia e que pertencia aos quadros da CUT. Em seu discurso, Jaques Wagner afirmou que sindicalistas como ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciaram, em 1º de janeiro de 2003, uma nova etapa de suas vidas com o objetivo, no governo, de inverter prioridades, saindo de um sistema político-econômico de injustiça social para outro, que priorize o equilíbrio e a justiça social e fortaleça a economia do país. "Essa é a história do presidente da República e de seus companheiros no governo", afirmou Wagner. O ministro voltou a ser vaiado em dois momentos, quando comentou que não havia o que comemorar no país para o último aumento do salário mínimo e quando afirmou que ainda não era possível conceder aos servidores públicos o "reajuste salarial merecido". Wagner lembrou, no entanto, que o país passará por um novo modelo de desenvolvimento e que, por isso, será também necessário reformar o modelo sindical e transformar a legislação trabalhista em algo "mais condizente com o atual mercado de trabalho". Para levar esse projeto adiante, Wagner disse que Lula foi eleito e representará a quebra de paradigma. "O povo brasileiro venceu preconceitos e paradigmas ao eleger presidente um indigente de Pernambuco, um trabalhador e sindicalista. Há 23 anos, quando fundamos a CUT, tínhamos dúvidas sobre onde chegaríamos. Hoje, não tenho dúvida, entramos em uma nova etapa da nossa caminhada com o governo Lula".

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