Andre Borges/AE
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Ministro do Trabalho diz que vai responder Comissão de Ética

Manoel Dias afirmou que está melhorando o controle de gastos públicos da pasta e que vai prestar os esclarecimentos solicitados pela Comissão de Ética da Presidência

RAFAEL MORAES MOURA, Agência Estado

08 de outubro de 2013 | 14h05

Em meio às denúncias de irregularidade na pasta, o ministro do Trabalho, Manoel Dias (PDT), disse na manhã desta terça-feira, 8, que o órgão está providenciando medidas para melhorar o controle sobre o gasto público. Dias afirmou ainda que vai prestar os esclarecimentos solicitados pela Comissão de Ética da Presidência da República.

Conforme revelou o Estado, auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) constatou que uma entidade contratada pelo Ministério do Trabalho repassou dinheiro a militantes do PDT catarinense sem comprovar se, de fato, os serviços foram prestados.

A lista inclui o ex-presidente da Juventude do partido em Santa Catarina, John Sievers. Em entrevista ao Estado, ele disse que o ministro montou esquema para que funcionários da legenda recebessem da Agência de Desenvolvimento do Vale do Rio Tijucas e Rio Itajaí Mirim (ADRVale), detentora de convênios com a pasta.

"Já estão em andamento (as medidas), já comunicamos a todo mundo as medidas, cancelamos os (convênios) que não estavam sendo executados, estão sendo verificados aqueles que estão em andamento. Estamos constituindo um grupo de trabalho com funcionários de vários ministérios e outros órgãos, que vamos instalar na próxima semana, a CGU vai dar cursos para preparar esse pessoal", disse Dias a jornalistas, após participar da 3ª Conferência Global sobre Trabalho Infantil, em Brasília.

Questionado pelo Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado, sobre os esclarecimentos solicitados pela Comissão de Ética da Presidência, o ministro respondeu: "Será respondido, está sendo respondido".

A comissão deverá discutir as denúncias envolvendo o Ministério do Trabalho na próxima reunião, marcada para 11 de novembro, quando poderá abrir processo para analisar a conduta do ministro.

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