Ministro do Trabalho discute reforma trabalhista em SP

O ministro do Trabalho, Jaques Wagner, vai se reunir ainda nesta manhã, com dirigentes da Febraban na sede da entidade, no centro de São Paulo. O tema da reunião será a discussão da reforma trabalhista a ser encaminhada pelo governo federal ao Congresso no início do segundo semestre desse ano. Jaques Wagner já esteve hoje na sede da Força Sindical, em São Paulo, para debater com sindicalistas a reforma trabalhista e a criação do Fórum Nacional Trabalhista. Antes do encontro, o ministro visitou as instalações da central sindical e fez um discurso para cerca de 300 desempregados que se encontravam no Centro de Solidariedade, mantido pela Força com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), para tentar recolocar esses trabalhadores no mercado. Wagner se dirigiu ao público lembrando da sua atuação sindical na categoria de petroquímicos na Bahia. Ele lembrou que a prioridade do governo Lula será a geração de emprego e renda e disse que os primeiros quatro meses de governo foram usados para "organizar a economia". "As coisas estavam desorganizadas, com risco de a inflação voltar a crescer. Podemos comemorar o fato de o presidente Lula ter evitado que o Brasil virasse uma Argentina", afirmou. Ele disse ainda que se dirigia aos empregados como um "peão", e que o governo "está jogando limpo com os trabalhadores". "Estamos limpando o terreno e construindo as bases que nos interessam para podermos fazer o País crescer e gerarmos empregos", discursou. Wagner ainda externou sua solidariedade aos empregados. "Eu também já estive desempregado e sei como vocês se sentem. Mas é hora de manter a cabeça no lugar e continuar no caminho certo", aconselhou.Após participar dos encontros na Força Sindical e na Febraban, o ministro vai, na tarde de hoje, para a cidade de Praia Grande, na baixada santista, para participar de encontro da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT). Amanhã, Wagner continua em São Paulo para reunir-se com a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e com a Confederação Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).

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