ANDRE DUSEK|Estadão
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Ministro do STF negou pedido da Procuradoria por buscas relacionadas a Renan Calheiros

Segundo fonte com acesso às investigações, não há informação ainda do Supremo sobre a razão das negativas de Teori Zavascki a pedidos da PGR; o presidente do Senado é alvo de cinco inquéritos na Corte por suposto envolvimento no esquema de corrupção na Petrobrás

Beatriz Bulla, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2015 | 12h43

BRASÍLIA - O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedidos feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na operação desta terça-feira, 15, de acordo com fonte com acesso às investigações. Um dos pedidos feitos pela Procuradoria e negado pelo ministro seria a realização de buscas relacionadas ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Não há informação ainda do STF sobre a razão das negativas de Zavascki a pedidos da PGR. O ministro autorizou buscas, contudo, no diretório regional do PMDB de Alagoas, presidido por Renan. Assessores de Calheiros acompanham as buscas no escritório do partido.

Renan Calheiros é alvo de cinco inquéritos no STF por suposto envolvimento no esquema de corrupção na Petrobrás. No início do mês, a PGR solicitou a prorrogação de prazo para conclusão das diligências do primeiro inquérito aberto envolvendo o senador.

Estão entre os alvos da operação deflagrada nesta manhã no âmbito da Lava Jato outros peemedebistas, como o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), os ministros Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Henrique Eduardo Alves (Turismo), o senador Edison Lobão (MA) e o deputado Aníbal Gomes (CE). Gomes é investigado na operação Lava Jato por suspeita de ser um "emissário" de Renan Calheiros no esquema. 

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