Ministro do STF critica renúncia de Cunha Lima

O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou como um "escárnio" a renúncia do deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) para evitar um processo no STF por tentativa de homicídio em 1993. Barbosa convocou uma entrevista para criticar a atitude do deputado e defender a extinção do foro privilegiado. O ministro era o relator da ação penal que seria julgada na próxima segunda. "O ato dele é um escárnio para com a Justiça em geral e para com o Supremo Tribunal Federal em particular", afirmou. "O gesto dele mostra como é perverso o foro privilegiado. Este homem manobrou e usou de chicanas por 14 anos para fugir do julgamento", continuou. Com a renúncia, todo o trabalho feito pelo STF neste caso será nulo. O processo agora descerá para a primeira instância, na Paraíba. Pelos cálculos de Barbosa, a ação demorará mais dez ou 12 anos. E, como Cunha Lima já tem 70 anos de idade, o prazo para que o crime prescreva cai pela metade.

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