Reprodução/Instagram
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Ministro do Meio Ambiente diz ter sido atacado por MST na Bahia

Integrantes do movimento cercaram carro usado por Ricardo Salles, quebraram peças e subiram no teto do veículo

Tânia Monteiro e Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2019 | 19h43

BRASÍLIA - O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, esteve nesta quarta-feira, 27, no Palácio do Planalto para relatar momentos de tensão que viveu durante viagem ao Parque Nacional do Pau Brasil, em Porto Seguro, no Sul da Bahia. Ele disse ao Estado que foi alvo de uma “tentativa de agressão física” por integrantes do PCO e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ao ter o carro onde estava ser atacado. 

Segundo afirmou o ministro, manifestantes o cercaram o veículo, quebraram peças e subiram no teto do carro. Ele não sofreu agressões físicas. Aos auxiliares do presidente Jair Bolsonaro, Salles contou que se assustou com o ato de "extrema violência".

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, que também ouviu seu relato, pediu à Polícia Federal que abrisse um inquérito para apurar o ocorrido, que considerou “muito grave”. Ainda segundo Salles, Moro disse que o que houve “é caso de atentado contra servidor público federal no exercício da função”. “Não sei qual enquadramento jurídico que a PF vai dar ao inquérito. Vejo várias figuras que poderiam se enquadrar ao que aconteceu, seja tentativa de lesão corporal, agressão, atentado, entre outras", disse Salles. O relato foi feito durante reunião do Conselho de Defesa.

Em mensagem postada no Instagram, o ministro do Meio Ambiente classificou o episódio como "uma vergonha". "Na manhã de hoje (quarta-feira), logo após uma bela e comemorativa agenda de concessão ao setor privado do Parque Nacional do Pau Brasil, em Porto Seguro (BA), fomos cercados e atacados por membros do MST e do PCO, que agrediram as pessoas e depredaram viaturas oficiais do MMA (Ministério do Meio Ambiente)", escreveu ele.

Salles divulgou na rede social um vídeo e algumas fotos, que mostram o vidro dianteiro trincado e uma bandeira do PCO estendida sobre o capô do veículo. Na gravação, postada no Instagram, manifestantes batem no carro em que Salles estava. Um deles exibe adesivo com a inscrição "Fora Bolsonaro. E todos os golpistas" colado no peito. "Golpista. Tira foto, desgraçado! Tira foto", gritam os manifestantes. Durante o protesto, uma mulher aparece andando com um facão.

O site Causa Operária, ligado ao Partido da Causa Operária (PCO), também divulgou, nesta quarta-feira, vídeo no qual um carro do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) tenta passar por um grupo de manifestantes que se encontrava no local. Um homem sobe no capô do veículo e outro manifestante pula na carroceria.

"Relatos denunciam que, ao chegar lá, o carro da comitiva se colocou contra os manifestantes", diz o site. "Os sem terra reagiram pulando em cima do carro do ICMBio." De acordo com a nota, cerca de 200 pessoas do MST, PCO, integrantes do movimento indígena e sindicatos foram protestar contra Salles na "cerimônia de privatização" do Parque Nacional do Pau Brasil. 

Procurado por meio de sua assessoria, o MST não se manifestou até a publicação da notícia.

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