Ministro diz que só pagará obras de tapa-buraco após auditoria

O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, defendeu a operação tapa-buracos e reiterou que o governo não pagará por nenhuma obra antes que todas as auditorias sejam feitas. O ministro fez as afirmações em resposta aos comentários do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, que revelou ao Estado que as primeiras auditorias realizadas pelo Tribunal na operação já apresentaram indícios de problemas.Nascimento lembrou que o governo contratou auditorias junto ao Exército, à Controladoria Geral da União (CGU) e junto ao próprio Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) e que só depois de os resultados serem apresentados é que os serviços poderão ser pagos.Nascimento avaliou que é muito "forte" dizer que já há indícios de irregularidades na operação, uma vez que boa parte das obras ainda está na fase inicial. Com relação aos trabalhos que estão sendo executados sem licitação, Nascimento afirmou que as empresas contratadas tem de dar um desconto de 20%, no mínimo, no preço dos serviços prestados, em relação à tabela do DNIT. "Esse é o critério mais importante. Se houver indícios de irregularidades, esse critério que nós estabelecemos será corrigido."O ministro do TCU Augusto Nardes disse que alguns trechos de rodovias para os quais o governo decretou estado de emergência - o que possibilita a execução da obra sem licitação - não estavam em estado tão precário que justificasse decretar emergência. O ministro do TCU afirmou também que em alguns trechos que estradas que visitou não havia fiscais do DNIT acompanhando as obras. Além disso, segundo Nardes, há obras sendo executadas sem a assinatura do respectivo contrato.

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