André Dusek/Estadão
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Ministro diz que PF vai apurar depredação no prédio do MEC

'O que se fez dentro do MEC não é ação de estudante, é um ato criminoso de vândalos', disse Mendonça Filho

Breno Pires, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2016 | 13h28

BRASÍLIA - O ministro da Educação, Mendonça Filho, criticou a invasão e depredação do prédio do Ministério da Educação (MEC) e disse que a Polícia Federal irá atuar na apuração das ações na tarde e noite da terça-feira, 29, que aconteceram durante protesto na Esplanada dos Ministérios contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Teto dos Gastos.

"O que se fez dentro do MEC não é ação de estudante, é um ato criminoso de vândalos que invadiram e quebraram computadores, vidraças, bancos e cadeiras, destroçaram boa parte do patrimônio do MEC. Isso tem de ser apurado e a polícia já foi acionada", disse Mendonça, nesta quarta-feira, no Supremo Tribunal Federal (STF), após se reunir com a presidente da Corte, Cármen Lúcia.

Mendonça afirmou, no entanto, que o Ministério da Educação não vai interferir na questão da ocupação das escolas e de universidades.

Na reunião com Cármen Lúcia, Mendonça disse que tratou de projetos envolvendo uma parceria entre o Poder Judiciário e o Ministério da Educação, como a implantação de um programa de bibliotecas em penitenciárias e presídios no Brasil, e programas no campo de pós-graduação, envolvendo a Escola Nacional de Magistratura. Eles voltarão a discutir o assunto em uma nova reunião.

O ministro disse também ter falado com a presidente do Supremo sobre reforma do Ensino Médio, defendendo "a necessidade que a gente possa avançar na reforma, que vai impactar também no Ensino Superior". "Hoje a gente tem 1,7 milhão de jovens fora do Ensino Médio que não trabalham nem estudam", disse.

O Ministério da Educação tem sido alvo recentemente de críticas por conta da proposta de reforma do Ensino Médio.

Também parlamentar, deputado federal pelo DEM-PE, Mendonça preferiu não comentar as medidas aprovadas que modificaram o pacote de medidas apresentado pelo Ministério Público Federal com apoio popular, retirando trechos, de uma maneira que deve dificultar investigações e flexibilizar a punição de corruptos.

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