Ministro diz que não há verba para reajustes de servidor

O novo ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Guilherme Dias, deixou claro que não há espaço no Orçamento da União para a suplementação de novas verbas para a concessão dos reajustes salariais dos servidores da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O aumento foi aprovado por decisões internas da Câmara e Senado. Dias mostrou, no entanto, que o orçamento das duas Casas para esse ano têm alguma margem para o pagamento de reestruturação de carreiras e salários.Segundo ele, as despesas com pessoal previstas no Orçamento da União para o pagamento dos salários dos funcionários da Câmara dos Deputados é de R$ 1,276 bilhão. Desse total, R$ 87,5 milhões foram destinados para a reestruturação de carreiras. No Senado, a despesa com os servidores está estipulada no Orçamento da União em R$ 876 milhões, sendo R$ 45 milhões para a reestruturação de carreiras. "Não temos detalhes dos planos de reajuste. Não sabemos se são compatíveis com a proposta Orçamentária", afirmou, ressaltando que os reajustes foram aprovados por decretos administrativos do Câmara e do Senado, que não passaram pelo crivo do Executivo.O ministro também afirmou que o não há espaço no Orçamento da União para pagar o aumento salarial dos servidores do Judiciário, previsto em projeto de lei que tramita no Congresso Nacional. A proposta eleva em R$ 3 bilhões a folha salarial do Judiciário, que já é de R$ 8,5 bilhões esse ano. Dias informou que já manifestou às lideranças na Câmara dos Deputados a preocupação do governo federal com a possibilidade de aprovação desse projeto. Com a prorrogação da CPMF ainda não aprovada pelo Congresso Nacional, o ministro fez questão de ressaltar que o momento atual não é de discussão de aumento de verbas suplementares, mas de cortes. "Não temos recursos sobrando", afirmou.

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