Ministro diz que governo vai exigir reposição de aulas

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta quarta-feira que o governo federal vai exigir das universidades a reposição integral das aulas, assim que acabar a greve. "No caso da educação, não interessa o desconto do salário, o que vamos exigir é a reposição com qualidade e integral das aulas para que os alunos tenham seus interesses preservado."

RAFAEL MORAES MOURA, Agência Estado

15 de agosto de 2012 | 13h38

Mercadante disse que o governo está "bastante otimista" com o andamento das negociações com os servidores técnico-administrativos e com o "sentimento geral dos professores que, entendendo a qualidade da proposta que foi apresentada, cada vez sinalizam mais o desejo de voltar à sala de aula".

Para o ministro, a proposta do governo é a melhor. "Eu não conheço nenhuma categoria do setor público e privado que tenha uma proposta como essa, que tenha 25% de reajuste, no mínimo, nos próximos três anos, chegando a 44% de reajuste e reduzindo os intervalos da carreira de 17 para 13 níveis. É uma proposta que tem de ser recebida com a importância que tem. É um investimento de R$ 4,3 bilhões que o Estado vai tirar de outras áreas para priorizar os docentes universitários", afirmou.

Pacote

Em relação ao Programa de Concessão de Rodovias e Ferrovias, divulgado nesta quarta-feira pelo governo, Mercadante rejeitou a ideia de que se trata de um programa de privatização.

"Não é isso que está sendo feito. (O governo) está fazendo uma parceria com o setor privado para melhorar a qualidade dos serviços. É mais ou menos que nem colesterol: tem o ruim e o bom. Esse é o bom", afirmou o ministro a jornalistas, após cerimônia no Palácio do Planalto.

"A ferrovia continua sendo do Estado. O que você faz é uma parceria com o setor privado para acelerar os investimentos e compartilhar parte do custo", disse Mercadante.

"Quando você faz a concessão, mais investimento, mais qualidade com a menor tarifa, e o resultado é muito positivo, disse Mercadante, que criticou os pedágios de São Paulo que, segundo ele, são muito caros. "O Brasil precisa acelerar o investimento em infraestrutura, estradas, rodovias, portos. Ficamos muito tempo sem investir", disse. Na avaliação do ministro, "serviço bem prestado com preço justo todo mundo recebe bem".

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