Ministro diz que é contra desapropriação de produtores

O ministro da Agricultura, Antônio Andrade (PMDB), afirmou em entrevista coletiva, após participar de reunião-almoço com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que a desapropriação de áreas produtivas para a criação de terras indígenas é preocupante. Ele afirmou que levantamento feito pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostrou que muitas áreas reivindicadas pelos indígenas estavam ocupadas pelos produtores rurais antes de 1988.

VENILSON FERREIRA, Agência Estado

08 de outubro de 2013 | 15h57

Andrade disse que a questão das desapropriações para criação de reservas indígenas preocupa muito o Ministério da Agricultura. "Não queremos perder áreas produtivas", afirmou. Ele salientou que tem trabalhado junto à áreas do governo que tratam da questão indígena (ministérios da Justiça e Casa Civil), para demonstrar a preocupação com a "intranquilidade jurídica que há em todo setor".

A reunião realizada sempre às terças-feiras pela FPA, para acertar a atuação da bancada rural ao longo da semana no Congresso Nacional, recebeu nesta terça-feira, 08, um número expressivo de parlamentares, que foram discutir com o ministro a questão indígena, que é o principal assunto da pauta neste ano, assim como o Código Florestal foi até o ano passado. O presidente da FPA, deputado federal Luis Carlos Heinze (PP/RS) destacou a importância de o ministro ter assumido publicamente o posicionamento contra a desapropriação de áreas produtivas. "É mais uma força que soma para resolvermos este impasse que temos na sociedade brasileira."

No encontro, os parlamentares falaram como o ministro sobre as preocupações com os cortes nos orçamentos do Ministério da Agricultura, que afetam principalmente as atividades da Defesa Agropecuária. O deputado federal Valdir Colatto (PMDB/RS) afirmou que os parlamentares vão fazer uma ação política junto à área econômica do governo para tentar a liberação dos recursos que estão contingenciados. Em relação à Defesa Agropecuária, Antônio Andrade reforçou que não pretende tirar o comando o advogado Rodrigo Figueiredo. Na reunião desta terça o ministro estava acompanhado do ex-secretário de Defesa Agropecuária o veterinário Ênio Marques, seu novo assessor especial, a quem chamou de "meu braço direito e mentor".

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