Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Ministro diz que crise política causa 'incertezas' de curto prazo nos investidores

Para Nelson Barbosa, os problemas na política podem criar uma volatilidade de curto prazo, mas não afetam o potencial de longo prazo do Brasil

Altamiro Silva Junior, correspondente de O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2015 | 11h58

NOVA YORK - O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, minimizou nesta segunda-feira, 29, o impacto da crise política no interesse de investidores estrangeiros nos projetos de infraestrutura que estão sendo apresentados esta semana nos Estados Unidos. Para ele, os problemas na política podem criar uma volatilidade de curto prazo, mas não afetam o potencial de longo prazo do Brasil. 

"É preciso separar as coisas. O Brasil tem instituições fortes para lidar com esses problemas. Isso pode levar a algum efeito de curto prazo, criar uma expectativa de volatilidade na economia no curto prazo, mas estamos falando em projetos de 20, 30 anos", disse Barbosa a jornalistas na manhã desta segunda-feira, logo após fazer uma apresentação para cerca de 470 investidores da nova rodada de concessões, com projetos em portos, rodovias, ferrovias e aeroportos. 

"O fundamento desses projetos, que é o crescimento da demanda - há uma demanda reprimida muito grande, que garante a rentabilidade - e a própria tradição que o Brasil tem de respeito aos contratos, transparência de recursos públicos, isso predomina", afirmou o ministro, que após a palestra passa a integrar a comitiva da presidente Dilma Rousseff, que tem no final da manhã desta segunda-feira uma reunião fechada com empresários dos Estados Unidos.

Barbosa disse ainda que ele terá novas conversas com empresários nos EUA, incluindo na tarde desta segunda-feira, mas afirmou que já há vários interessados nos projetos. Duas das áreas que mais despertaram interesse são portos e aeroportos, especialmente os regionais. 

"Em portos, são vários terminais e os investimentos são menores, tem mais concorrência, há muito interesse", disse aos jornalistas. "Em aeroportos há muito interesse, especialmente nos regionais", completou. 

Segundo ele, já existem outros aeroportos regionais no Sudeste e também no Centro-Oeste pedindo o mesmo tipo de procedimento. "São investimentos mais diversificados para players que querem começar projetos no Brasil, de menor escala." Já em rodovias, o ministro disse que o interesse é mais do investidor doméstico, que já conhece as operações e está operando. "Eles sabem o potencial", declarou. 

Sobre novos anúncios de investimento que podem ser feitos nos próximos meses, Barbosa afirmou que há vários investimentos em telecomunicação e o governo planeja fazer mais um leilão de 4G e ainda pretende lançar o Plano Nacional de Banda Larga até setembro, com metas para quatro anos e recursos públicos e privados. Ele citou ainda o setor de energia, que deve ter até o final do ano o leilão da 13ª rodada de petróleo e gás. 

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