Ministro diz que acusações são mentirosas

De acordo com Edinho, 'as doações para a campanha de Dilma Rousseff em 2014 estão todas declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral, bem como os fornecedores'

O Estado de S.Paulo

11 de março de 2016 | 23h35

O ministro Edinho Silva (Comunicação) negou as afirmações que, segundo a revista IstoÉ, Delcídio Amaral fez em sua delação premiada e que envolvem o próprio Edinho, a presidente Dilma Rousseff e a Casa Civil do governo.

O Estado confirmou com fontes da Operação Lava Jato e com políticos e assessores próximos ao senador Delcídio Amaral que Dilma, Erenice e Palocci estão citados no depoimento prestado aos procuradores, assim como os senadores Renan Calheiros e Aécio Neves.

Segundo Edinho Silva, “a afirmação é uma mentira escandalosa”. “Jamais mantive esse diálogo com o senador, jamais mantive contato com as mencionadas empresas, antes ou durante a campanha eleitoral.”

Ainda de acordo com Edinho, “as doações para a campanha de Dilma Rousseff em 2014 estão todas declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral, bem como os fornecedores. As contas da campanha foram todas aprovadas por unanimidade pelos ministros do TSE”.

O criminalista Mário de Oliveira Filho, constituído pela ex-ministra Erenice Guerra, disse que não teve acesso à delação do senador Delcídio Amaral. Por isso não iria comentar. “Estou indignado. A imprensa tem acesso, o porteiro do prédio tem acesso, o japonês da Federal tem acesso. Só as defesas não têm. É um absurdo. Vou falar o quê. Não conheço, não sei o que tem nessa delação.”

O advogado José Roberto Batochio, que defende o ex-ministro Antônio Palocci, não foi localizado. Desde que o nome do ex-ministro da Fazenda foi citado na Operação Lava Jato e tornou-se alvo da investigação da força-tarefa do Ministério Público Federal, Batochio tem reiterado que Palocci nunca recebeu propinas do esquema de corrupção instalado na Petrobrás entre 2004 e 2014. "Não há e nem pode existir um único indício de que (Palocci) recebeu algum valor de origem ilícita, nem para ele nem para campanhas eleitorais.”

O Estado não conseguiu contato com o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau nem com o vice-presidente Michel Temer.

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