Ministro descarta apagão no NE em novembro

O Nordeste se mantém economizando menos energia elétrica que as outras regiões brasileiras que enfrentam racionamento, apesar de sua situação energética ser a mais crítica. Nos quatro primeiros dias de novembro, que incluiu o feriadão, o Nordeste reduziu 17,4% do seu consumo, contra 23,5% do Sudeste e 21,4% do Norte, de acordo com informação dada ontem pelo ministro das Minas e Energia, José Jorge. Ele assegurou, porém, que a possibilidade de apagão em novembro está descartada na região, que mesmo assim apresenta um quadro um pouco melhor, devido ao início do período úmido, com o registro de chuvas na cabeceira do Rio São Francisco. O reservatório de Sobradinho, na Bahia, principal responsável pelo abastecimento do Nordeste, está com 8,15% por cento da sua capacidade, o que representa 2% acima do previsto para o período. Segundo ele, em outubro o volume do reservatório caiu 4%. O percentual de queda deve ficar entre 2% e 3% em novembro e em dezembro a expectativa é que Sobradinho comece a encher, caso continue a chover.Décimo-terceiro Diante dessa avaliação, o ministro acredita que o Nordeste também será incluído na política específica de abastecimento que será adotada na época natalina e que será definida em reunião no próximo dia 20. O ministro adiantou que haverá uma espécie de "décimo-terceiro da energia", com as regiões podendo ampliar um pouco mais o seu consumo. A proposta a ser apreciada será apresentada por Euclides Scalco, responsável pela área de demanda da câmara de Gestão da Crise Energética (GCE). José Jorge considerou "dentro do esperado" o comportamento do Nordeste neste feriadão, já que o 2 de novembro é apenas meio-feriado em vários dos Estados da região. Somente em Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte o feriado foi total. Ele explicou o desempenho mais fraco da área em relação ao Sudeste, lembrando que a maioria dos consumidores nordestinos está dentro da faixa de consumo dos 100 KW/mês. "Quem já consome pouco tem dificuldade de economizar mais", observou. Ele afirmou ainda que o consumo de energia na região é maior a partir de setembro, quando aumenta o fluxo turístico (provocando maior gasto na rede hoteleira, por exemplo) e a temperatura (elevando o uso do ar condicionado). Também nesta época as usinas de cana-de-açúcar iniciam a moagem.

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