Beto Barata|Estadão
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Ministro das Cidades minimiza saída de Geddel do governo

Bruno Araújo afirmou que Michel Temer saberá conduzir a crise com 'serenidade' e descartou possibilidade de impeachment do presidente

Erich Decat, O Estado de S. Paulo

25 de novembro de 2016 | 11h36

BRASÍLIA - O ministro das Cidades, Bruno Araújo, minimizou nesta sexta-feira a crise que atingiu o Palácio do Planalto, após o pedido de demissão do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima.

"O presidente Temer, com certeza, terá serenidade para conduzir esse momento. É uma prerrogativa do presidente de escolher os seus auxiliares", afirmou Bruno na chegada do evento do PSDB, promovido na Câmara dos Deputados.

Questionado sobre o surgimento de possíveis pedidos de afastamento de Temer da presidência, o ministro afirmou: "No Congresso se pediu o impeachment de todos os presidentes. O momento é de ter unidade para enfrentar a profunda crise".

O estouro da crise, que ocasionou na queda de Geddel, ocorreu após vir a público trecho do depoimento, realizado à Polícia Federal, em que ex-ministro da Cultura Marcelo afirma ter recebido pressão do presidente Temer para liberar um empreendimento imobiliário em Salvador. Calero disse aos investigadores ter gravado conversas sobre o assunto. Foram alvo do "grampo" além do presidente e de Geddel, o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

No depoimento à PF, Calero narrou ter recebido pressão de vários ministros para que convencesse o Instituto do Patrimônio Histório Nacional (Iphan) a voltar atrás na decisão de barrar o empreendimento La Vue, onde Geddel diz ter adquirido um apartamento, nos arredores de uma área tombada de Salvador.

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