Ministro da Saúde quer adiar votação

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defendeu ontem o adiamento da votação da proposta que cria a Contribuição Social para a Saúde (CSS), marcada para para a semana que vem na Câmara. A CCS, que pretende substituir a extinta CPMF, prevê cobrança de 0,1% sobre as movimentações financeiras e deverá arrecadar R$ 10 bilhões."A mudança na data de votação permite informar melhor os parlamentares, especialmente os da oposição, e a sociedade", disse Temporão. No entanto, caso não consiga aprovar a criação da CSS - que admite enfrentar "forte sentimento de rejeição da sociedade" -, o ministro propõe alternativas para financiar a saúde. Para Temporão, esse financiamento poderia vir de "indústrias que potencialmente causam danos à saúde", como a de cigarros, bebidas alcoólicas e armas de fogo. "A questão do preço do cigarro, que é dos mais baratos do mundo, a taxação de bebida, podíamos pensar em algo para taxar a indústria de armas, enfim, as indústrias que potencialmente causam danos à saúde, dor, morte, sofrimento", explicou.

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