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Ministro da Saúde nega rompimento com governo e diz que se sente 'confortável' no cargo

Para Marcelo Castro, que assumiu a função na reforma ministerial em outubro pela cota da Câmara, carta de Temer tem 'caráter pessoal'

Clarissa Thomé e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2015 | 13h06

RIO - O ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse nesta terça-feira, 8, que não há rompimento entre o PMDB e o governo e minimizou o impacto da carta do vice-presidente Michel Temer à presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, o documento tem "caráter pessoal". Castro afirmou que se sente "absolutamente confortável no cargo".

Deputado federal eleito pelo PMDB do Piauí, Castro foi nomeado em outubro, na reforma ministerial. Ele entrou na cota da Câmara dos Deputados, num acordo costurado entre Dilma e o líder do partido na casa, Leonardo Picciani. Na carta a Dilma, Temer se queixa de ter sido alijado dessas discussões. Ele diz que, apesar de ser presidente do partido e vice-presidente da República, foi "ignorado" pela presidente.

"Acho que foi uma carta de caráter pessoal. Devemos nos limitar a respeitar o posicionamento porque só ele pode externar (explicação) por ser o possuidor dessas mágoas que relatou", afirmou o ministro. Castro negou que haja rompimento institucional do partido e lembrou que o PMDB apoia o governo petista "há mais de uma década". "(Temer) não prega rompimento do partido com o governo em nenhum momento. Ele fala da relação pessoal com a presidente, que ele acha que é uma relação que ficou desgastada porque havia desconfiança por parte da presidente".

Perguntado como se sente no cargo, com o "racha" entre Dilma e Temer, Castro se disse "absolutamente confortável". "O PMDB participa do governo, tem papel importante na execução das políticas públicas do governo e não vejo nenhum fato novo, nenhum fato relevante que fizesse com que o PMDB pudesse fazer reflexão para mudar de posição", afirmou. "Não há nenhum fato que justifique a abertura de impeachment".

Aedes aegypti. Castro participa no Rio do lançamento da campanha "10 minutos salvam vidas", da secretaria de Estado de Saúde fluminense, para incentivar a população a eliminar criadouros de mosquito. Com a circulação de novos vírus transmitidos pelo Aedes aegypti - além de dengue, o inseto é responsável por transmitir zika e chikungunya - a Secretaria de Estado de Saúde reforça o alerta de risco de aumento de casos dessas doenças no verão.

Sobre a divulgação, em Brasília, de que há 1.761 casos de microcefalia notificados no País, Castro afirmou que a situação é "gravíssima" e que não faltarão recursos. "Este é o problema número 1 que o Brasil tem hoje. Não há problema mais grave do que a microcefalia", afirmou. "É a primeira vez que ocorre na humanidade (a correlação de zika com a malformação fetal). Estamos aprendendo agora". Ele ressaltou a importância de as mulheres em idade fértil reforçarem cuidados para evitar a contaminação pelo mosquito. O ministro não detalhou os recursos disponíveis nem como serão empregados.

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