Ministro diz que bancada do PMDB é majoritariamente contra impeachment

Segundo Celso Pansera , saída de aliado de Dilma da liderança do partido é fruto de disputa interna e não reflete uma tendência pelo afastamento da presidente

Luciana Nunes Leal, O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2015 | 13h39

RIO - Nomeado em outubro durante a mais recente reforma ministerial, o ministro da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera (PMDB), disse nesta sexta-feira, 11,  que, apesar da destituição do líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), aliado da presidente Dilma Rousseff (PT), a bancada de deputados peemedebistas é majoritariamente contra o impeachment. Segundo Pansera, a saída de Picciani é fruto de uma disputa interna, mas não reflete uma tendência pelo afastamento da presidente Dilma.

"O PMDB é um partido grande, de centro, sofre pressão da esquerda e da direita e é natural algum tipo de instabilidade. Mas o partido tem, na bancada da Câmara, maioria anti-impeachment. A votação (para a escolha do líder) não reflete o voto no impeachment, reflete uma votação estanque de uma disputa interna", afirmou Pansera.

Segundo o ministro, o novo líder, Leonardo Quintão (MG), será recebido na próxima terça-feira, 15, pela presidente Dilma Rousseff, em encontro que terá também a presença do vice-presidente Michel Temer, presidente nacional do PMDB. "Acredito que haverá uma conversa franca, que tudo se estabilize normalmente", disse.

O titular da Ciência e Tecnologia, no entanto, não descartou a hipótese de Picciani conseguir formar maioria na bancada e retomar a liderança. "Não descarto nada, a bancada fez sua opção, pode fazer outra", afirmou. O ministro negou que o governo esteja atuando para permitir que Picciani volte à liderança, com a filiação de deputados ao PMDB.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.