Ministro da Saúde deverá coordenar trabalhos contra dengue

O novo ministro da Saúde, Humberto Costa, vai participar do trabalho de monitoramento dos 650 municípios apontados como os que apresentam os maiores riscos de sediar novas epidemias de dengue neste verão. Nos próximos dias 16 e 17, Costa participa de reuniões no Rio e em Salvador com os secretários estaduais e municipais de Saúde das regiões Sudeste e Nordeste.O objetivo da visita do ministro é ressaltar a preocupação doministério com os ainda persistentes riscos de novas epidemias dadoença. "A situação está aparentemente mais calma do que no anopassado, mas não podemos baixar a guarda até porque o período de maior risco (de janeiro a maio) acabou de começar. Qualquer previsão precipitada pode ser desmobilizadora e isso é o que não queremos", explica Jarbas Barbosa, diretor do Centro Nacional de Epidemiologia da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que se reuniu ontem com Costa para conversar sobre o problema.No verão passado, o Brasil viveu a maior epidemia de dengue de sua história. O Estado do Rio foi o recordista em casos, com 250 mil doentes e 98 mortos, mas houve epidemias em vários Estados, como Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. A doença começou a crescer em dezembro de 2001 e atingiu seu ponto máximo em janeiro. Até agora não existem boletins prontos sobre a situação do País em dezembro passado, mas a Funasa promete divulgar dados parciais até o dia 15 deste mês.No início da nova administração petista da Saúde, o novo ministro já confirmou as metas estabelecidas pelo antigo ministério. Ele anunciou a intenção de fazer o monitoramento dos 650 municípios de risco. Essas cidades estão concentradas principalmente no Rio, São Paulo e Minas, mas eles estão distribuídos por todo o País. "Escolhemos principalmenteos municípios turísticos, de fronteiras e outros considerados pólos de atração de população", afirma Barbosa. Segundo ele, a principal tarefa do ministério será checar se essascidades estão cumprindo o plano de combate ao mosquito Aedes aegypti estabelecido entre julho e dezembro do ano passado. Entre essas ações, estão previstos o treinamento de agentes de saúde, a contratação de novos funcionários e a capacitação de profissionais de saúde. "Temos que intensificar o monitoramento e ter certeza de que o plano está sendo cumprido. E o ministro já mostrou disposição de acompanhar esse monitoramento pessoalmente", disse Barbosa.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.