Ministro da Saúde chinês e prefeito de Pequim são destituídos

A China admitiu neste domingo que a situação provocada no país pela chamada pneumonia asiática ou atípica é mais grave do que se supunha, sobretudo em Pequim, e que o ministro da Saúde, Zhang Wenkang, e o prefeito da capital, Meng Xuenong, foram destituídos de seus cargos, após denúncias de médicos chineses e da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que o governo estaria ocultando dados sobre a epidemia.O número de vítimas fatais informado até agora em Pequim é de 18, e de 346 o de infectados na capital chinesa pelo vírus da Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars, por sua sigla em inglês). Até este sábado, os dados oficiais na capital chinesa indicavam apenas 37 infectados e quatro mortos pelo vírus. Os novos dados foram divulgados pelo vice-ministro da Saúde, Gao Qiang.Em todo o país, o total de pessoas infectadas subiu para 1.814, enquanto o de casos suspeitos, dos quais se espera confirmação nos próximos dias, é de 402. Gao também anunciou a suspensão da semana de férias entre 1º e 7 de maio, época em que ocorre grande movimento turístico interno, para impedir a propagação do vírus.Em Hong Kong, a situação criada com a epidemia continua grave, com a morte, neste domingo, de mais sete pessoas. E, em Cingapura, um surto da Sars detectado em um grande mercado local levou ao fechamento do centro de abastecimento e colocou de quarentena seus 2.400 trabalhadores.Veja o índice de notícias sobre a pneumonia atípica

Agencia Estado,

20 de abril de 2003 | 14h49

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