Ministro da Justiça quer mais penas alternativas

O ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, defendeu hoje a adoção das penas alternativas, como a prestação de serviços à comunidade, para certos tipos de crimes. Durante entrevista ao Programa "De Olho no Mundo", uma co-produção entre a Rádio Eldorado e a BBC, de Londres, o ministro disse que as penas alternativas à prisão ainda estão "engatinhando" no Brasil. Para Aloysio, não adianta mandar para a cadeia um criminoso primário e que não traz perigo à sociedade porque as chances de esta pessoa voltar pior do que entrou são muito grandes."Temos que aproveitar melhor os espaços que a legislação nos dá para, em vez de encarcerar estas pessoas, dar a elas penas alternativas", afirmou. O ministro informou que uma Central de Apoio à Aplicação de Penas Alternativas será inaugurada na segunda-feira em São Vicente, no litoral, somando 30 centrais como estas no País. O órgão apoia o Poder Judiciário e ajuda na fiscalização do cumprimento das penas alternativas pelos presos.O ministro quer, no entanto, a construção de presídios seguros, mas que ofereçam condições para os presos trabalharem. Ele fez questão de enfatizar que o Ministério da Justiça está apoiando os Estados nesta questão e comentou o estudo publicado ontem pelo Ministério sobre a posição profissional dos agentes penitenciários. Segundo Aloysio, esses profissionais são, no geral, muito pouco preparados para o trabalho de socialização de presos. Para resolver o problema o governo está buscando parcerias com entidades como o Sebrae, que ajudarão na formação profissional dos detentos, o que facilitaria seu retorno à sociedade.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.