Wilson Dias/Agência Brasil
Wilson Dias/Agência Brasil

Ministro da Justiça nega haver 'ameaças concretas' a magistrados que vão julgar Lula

Torquato Jardim afirma não ter sido informado sobre hipótese relacionada a desembargadores de tribunal em Porto Alegre

Taís Seibt, especial para o 'Estado', O Estado de S.Paulo

19 Janeiro 2018 | 16h19

PORTO ALEGRE - O ministro da Justiça, Torquato Jardim, disse nesta sexta-feira, 19, não  ter sido informado sobre “ameaças concretas” a magistrados do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) que julgarão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima quarta-feira, 24, em Porto Alegre. Jardim falou com a imprensa no Palácio Piratini, na tarde desta sexta, após assinar um convênio com o governo do Estado do Rio Grande do Sul e o município de Charqueadas para a construção de um presídio federal.

Segundo o ministro, há franca colaboração entre os órgãos de segurança estaduais e federais para “garantir a ordem e a constitucionalidade” no dia do julgamento, classificado pelo próprio ministro como “histórico”. No entanto, Jardim evitou detalhar as ameaças notificadas pelo TRF-4.

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“Não houve informação oficial. Estamos acompanhando o que está na internet para saber a plausabilidade”, disse o ministro, evitando entrar no mérito sobre a origem das supostas ameaças.

Ainda assim, Jardim ressaltou haver “muito discurso agressivo prometendo ações ilegais”.

O governo federal colocou à disposição 130 homens da Força Nacional para atuar em Porto Alegre até o dia do julgamento. A Polícia Rodoviária Federal está mobilizada para fazer revistas em ônibus em todos os acessos à capital gaúcha. A Polícia Federal atuará na proteção dos magistrados.

Ainda na tarde desta sexta, o ministro iria se reunir com o presidente do TRF-4 para tratar do esquema de segurança para o julgamento.

 

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