Ministro da Justiça e diretor da PF desconhecem paradeiro de Pizzolato

Se não houver possibilidade deextradição do ex-diretor do Banco do Brasil, condenado no mensalão, Brasil vai enviar documentos para que ele seja julgado na Itália

Débora Álvares e Daiene Cardoso , O Estado de S. Paulo

04 Dezembro 2013 | 18h50

Brasília - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, admitiram nesta quarta-feira, 4, não saberem do paradeiro de Henrique Pizzolato. O ex-diretor do Banco do Brasil é um dos 25 condenados no processo do mensalão, mas está foragido desde o dia 15 de novembro.

"Não temos a confirmação de onde ele está", destacou Daiello. Ele afirmou que a PF tem pistas do paradeiro de Pizzolato, mas ainda não podem divulgar. Cardozo disse que ainda não se sabe como o ex-diretor do BB fugiu. O diretor-geral explicou que a PF não podia agir enquanto não houvesse o mandato de prisão.

O ministro lembrou que, uma vez localizado o paradeiro de Pizzolato, o Brasil estará sujeito à legislação local para solicitar extradição. "Caso se confirme que ele está mesmo na Itália, sabemos que vai haver uma discussão jurídica se ele pode ou não ser extraditado", disse Cardozo.

Henrique Pizzolato tem dupla cidadania e divulgou uma carta em que destaca a vontade de ser julgado novamente na Itália. Cardozo afirmou que, caso se confirme a localização dele naquele país e não haja possibilidade de extradição, o Brasil poderá enviar todos os documentos do processo para que ele seja julgado na Itália.

 

 

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