Ministro da Justiça diz que invasão é ato de violência

O ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, disse, nesta segunda-feira, em Recife, que as recentes invasões realizadas pelo MST não têm nada a ver com reforma agrária. ?É uma ação política, violenta, que não pode ser permitida?, afirmou ele, rebatendo críticas do PT e do presidente do Supremo Tribunal Federal, Marco Antonio Mello, quando à forma de retirada dos sem-terra que invadiram a propriedade dos filhos do presidente Fernando Henrique Cardoso em Minas Gerais.?Foi uma ação perfeitamente legal?, frisou ele. ?As pessoas cometeram vários crimes, invasão de propriedade, invasão de casa, manutenção de empregados em cárcere privado.? O ministro lembrou que havia uma ordem judicial para desocupar a fazenda e que os sem-terra foram conduzidas pela Polícia Federal, tendo sido lavrado o auto de prisão que será examinado pela Justiça.?Ilegal, intolerável e violento é a invasão de propriedade e a violação de domicílio. Quanto à declaração do líder José Rainha, de que ?a guerra está declarada?, o ministro da Justiça tachou de ?um absurdo, uma maluquice?.O ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann, também considerou que as invasões têm fins políticos. ?O MST quer a radicalização para provocar uma desarticulação política, tumultuar as eleições e desestabilizar o PT?, disse. ?Agredir a instituição presidencial é agredir o maior símbolo das instituições democráticas.?O ministro ressaltou o isolamento do movimento, cujas ações, segundo ele, têm tido o repúdio de todo o leque partidário, desde o PT ao PTB. A seu ver, o líder dos sem-terra José Rainha está tendo uma crise narcisista e quer chamar a atenção. ?Rainha quer posar de revolucionário midiático, mas mora em uma casa com quatro quartos no meio urbano e não larga as tetas do governo?, atacou.Para o ministro, o MST não se reinventa e nem se renova: ?É um velhinho transviado, querendo passar por revolucionário?.

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