André Dusek|Estadão
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Ministro da Justiça diz não ter 'nenhuma indicação' sobre futuro de Leandro Daiello na PF

Eugênio Aragão ainda afirmou que pasta não pode assumir pagamento de salários e benefícios de servidores estaduais, mesmo com a crise financeira do Estado do Rio

Luciana Nunes Leal, O Estado de S.Paulo

28 de março de 2016 | 20h46

RIO - O ministro da Justiça, Eugênio Aragão, informou nesta segunda-feira, 28, que serão mantidos nos cargos o secretário nacional de Justiça, Beto Vasconcelos, e o diretor-executivo do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Renato de Vitto, e disse não haver decisão sobre o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello. Questionado se Daiello será mantido pelo menos até o fim da Olimpíada, Aragão respondeu: “Não tenho esse mapa feito. Doutor Daiello tem grandes serviços prestados (...) Não tenho até o momento nenhum tipo de indicação para a Polícia Federal. A Polícia Federal é uma instituição pela qual temos especial carinho e atenção, precisa ser cuidada no sentido de ouvir os diversos setores envolvidos”.

No Ministério da Justiça, Aragão substitui o atual advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que enfrentava críticas de companheiros do PT por não “controlar” a Polícia Federal em operações como a Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobrás e outras estatais.

Já haviam sido confirmados nos cargos o secretário-executivo do ministério, Marivaldo Pereira, e o secretário de Assuntos Legislativos, Gabriel Sampaio. “Falei a respeito do doutor Marivaldo, do doutor Gabriel. O doutor Beto Vasconcelos (permanece) na Secretaria Nacional de Justiça, no Depen (vai continuar) o doutor Renato. Não há razão nenhuma para troca do doutor Renato. (Sobre) os outros setores, estamos conversando”, disse o ministro depois de participar de uma reunião com o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, e outras autoridades sobre a organização dos Jogos Olímpicos.

Apesar da grave crise financeira que levou o Estado a suspender o pagamento do Regime Adicional de Serviço (RAS), oferecido aos policiais que trabalham nas horas de folga, o ministro disse que a União não pode assumir o pagamento de salários e benefícios de servidores estaduais. “Arcamos com a despesa do nosso pessoal. Cada ente arca com suas despesas”, afirmou.

Aragão contou que vários cenários têm sido analisados pelas autoridades de segurança, como possíveis atentados, manifestações de ruas e ataques de vários tipos. “A integração dos órgãos de segurança é muito boa”, defendeu.

O ministro evitou comentar a crise política e o provável rompimento do PMDB com o governo, que deve ser aprovado na reunião do diretório nacional do partido, nesta terça-feira, 29. “Não quero antecipar hipóteses. O chamado desembarque (do PMDB) é uma hipótese, não quero antecipar cenários políticos”, afirmou.

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