Ministro da Integração evita comentar reforma ministerial

Fernando Bezerra deveria ter participado de cerimônia em BH, mas chegou atrasado por ter participado de reunião com Dilma

Marcelo Portela, correspondente em Belo Horizonte

18 de janeiro de 2012 | 20h12

Às vésperas de alterações nos ministérios que devem ser promovidas pela presidente Dilma Rousseff, o titular da Integração Nacional, Fernando Bezerra, alvo de denúncias de uso político de verbas da pasta, evitou nesta quarta-feira, 18, falar abertamente sobre o assunto. No entanto, mostrou confiança em sua permanência no cargo e indicou que, ao menos nos próximos dias, continuará no comando do ministério.

Bezerra deveria participar de cerimônia no início da tarde desta terça ao lado do governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), para liberação de recursos ao Estado e a municípios mineiros castigados por temporais no fim de 2011 e início de 2012. No entanto, o ministro chegou à capital mineira com mais de três horas de atraso porque, segundo a assessoria do governo, teria participado de audiência com a presidente, da qual não comentou.

Questionado se acredita que a crise envolvendo seu nome foi superada após depoimento no Congresso na semana passada e sua consequente permanência no cargo, Bezerra afirmou que "só quem pode falar disso é a presidente". No entanto, minutos antes, ao discursar para diversas autoridades presentes no evento, indicou já ter novas reuniões com Dilma agendadas. "No transcorrer da próxima semana, após audiência com a presidente da República, poderemos firmar o valor do repasse a ser feito", disse, referindo-se a verbas para restauração de estragos causados pela chuva.

Bezerra, porém, evitou falar de política e não quis fazer comentários sobre as tentativas de aproximação do PSDB a seu partido, o PSB. E, perguntado sobre a possibilidade de as denúncias de que foi alvo terem sido fogo amigo, encerrou a entrevista e deixou o local sem responder.

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